“Eternals” é o pior filme de sempre da Marvel!

No início da semana tive, finalmente, uma oportunidade para ver “Viúva Negra”, um filme que sofreu várias críticas negativas, e gostei bastante. Por isso hoje fui bastante confiante para o cinema ver o filme da Marvel com a pior média de notas de críticos de sempre… E, para mal de mim, tenho de vos confessar que concordo. Este é o pior filme de sempre da Marvel. E não falo apenas do UCM. Falo mesmo de filmes inspirados em personagens da Marvel.

Muito antes da criação dos “Vingadores”, cerca de 7 mil anos antes, o universo conheceu a “Liga da Justiça” da Marvel. Criados pelos primeiros seres a habitarem os Cosmos, os Celestiais, uma espécie de deuses do UCM, os Eternos são uma raça modificada geneticamente. Primeiramente os Celestiais criaram os Deviantes, mas a sua capacidade de evolução fez com que eles se tornassem uma “pedra no sapato” dos seus criadores. O que os obrigou a criarem os Eternos, uma espécie impedida do fruto da evolução, para combaterem e protegerem a Terra dos seus inimigos: os Deviantes. E isso, como o filme faz questão de referir tantas vezes, é a única missão dos Eternos, impedindo-os de intervirem em outros assuntos ou conflitos humanos, como o estalar de Thanos, por exemplo.

Estes seres eternos são compostos por Ajak (Salma Hayek), a líder do grupo e um dos maiores desperdícios de elenco da Marvel; Ikaris (Richard Madden), ou o “Super-Homem” da Marvel; Sersi (Gemma Chan), a personagem mais subestimada do grupo e a personagem principal do filme; Thena (Angelina Jolie), ou a “Mulher Maravilha” da Marvel, uma versão bem melhor que a de Gal Gadot, não só pela actriz mas também pelas “skills” e história; Druig (Barry Keoghan), um telepata superior a Kilgrave (O vilão de Jessica Jones); Kingo (Kumal Nanjiani), o pistoleiro da equipa; Gilgamesh (Ma Dong-Seok), a pura personificação de força bruta, ou punho de ferro (Sem qualquer referência à série da Netflix); Phastos (Brian Tyree Henry), o inventor e criador de praticamente todas as armas e tecnologia dos Eternos; Makkari (Lauren Ridloff), a velocista que mete Flash e Mercúrio a um canto; E por último, Sprite (Lia McHugh), a “rapariga invisível” que consegue criar ilusões superiores às de Doutor Estranho.

Neste momento vocês devem estar-se a questionar porque dei uma avaliação tão má ao filme, e falei tão bem dos personagens. E a resposta é simples. Os personagens, embora não tragam poderes ou histórias novas ao público, conseguem cativar. E por vezes até disfarçar o argumento chato. Mas uma equipa tão grande nunca conseguiria ser tão profundamente desenvolvida ao ponto de termos de pena de perder algum personagem. Mas as coisas más não se ficam por aí. O filme tem ficção em excesso (E eu sei que estou a criticar a ficção num universo com Thor e Doutor Estranho, mas…), estando mais perto de ser um Star Wars, ou qualquer outro filme de ficção cientifica num universo à parte da Marvel. O alívio cómico está fora do timing certo, mostrando claramente que não foi um filme realizado por James Gunn.

E, para terminar, o visual dos Deviantes é horrível, e não faz justiça às bandas-desenhadas, nem ao visual de Thanos no UCM. Mesmo que, perto do fim, consigam acertar (Ou chegar perto de acertar) no visual do líder dos Deviantes, passaram o filme inteiro a mostrá-los como monstros alienígenas tirados de um filme de ficção científica. E a sua história é, basicamente, um copy paste da história dos skrulls. Uma raça inimiga cujos propósitos são humanizados nos cinemas. E é graças a esse copy paste que o plot twist final do filme acaba por ser previsível.

Este filme podia ter sido muito bom. Elenco fantástico. Fotografia fantástica. Jump scares que fizeram a sala de cinema vibrar. Easter-eggs que davam para vender o filme como a primeira junção da Marvel e da DC nos cinemas. O primeiro filme com um beijo gay. A primeira super-heroína surda. Mas, no fim, quis ser tanto, que acabou por não ser nada.

Ficção em excesso. Easter-eggs, referências e fan-service em excesso. Personagens em excesso. Plot twist previsível. Argumento chato. E alívio cómico fora do timing. O filme podia ter sido grandioso em termos de elenco e tudo mais, mas acaba por exagerar e cair nos excessos. E, assim como o universo já fatigado da Marvel, tudo o que é demais enjoa.

Mas não desanimem. A Marvel há-de voltar a encontrar o caminho. Seja voltando à sua fórmula original, seja criando uma nova. E não se esqueçam, fiquem MESMO até ao fim. Porque as pitas vão gritar com uma das cenas pós-créditos. E os homens vão vibrar com a voz de Mahershala Ali (Blade) na outra.


Eternals
Eternos

ANO: 2021

PAÍS: EUA, Reino Unido

DURAÇÃO: 157 min.

REALIZAÇÃO: Chloé Zhao

ELENCO: Gemma Chan, Angelina Jolie, Salma Hayek, Lauren Ridloff.

+INFO: IMDb

Eternals

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