“The Kissing Booth 3” sem o típico final feliz… surpreende

“Kissing Booth 3” mete um ponto final na história de Elle, Noah e Lee. E este filme tem tudo para ser amada ou odiado. Mas, para mim está no meio. Longe de ser tão bom como o primeiro, mas também longe de ser tão previsível como o segundo.

O filme mostra logo desde o inicio vários sinais de que foi filmado ao mesmo tempo que o segundo. E o resultado disso esteve perto de ser desastroso. Mas é algo que já devíamos esperar, uma vez que o primeiro filme adaptou praticamente toda a história do livro de Beth Reekles, que serviu de inspiração para a história. Depois de um segundo filme demasiado previsível e com demasiado foco numa trama desnecessária, como o triângulo amoroso, o realizador (Vince Marcello) aproveitou todas as cenas cortadas ou excluídas do segundo capitulo para encher (ainda mais!) o último filme da trilogia. Mas, de certa forma, o facto do filme ter sido tão confuso ajudou-nos a perceber a confusão que estava a cabeça de Elle (Como falaremos mais à frente).

O terceiro capítulo continua a história de Elle, que vai para a faculdade e tem de tomar uma decisão difícil: Ir para o outro lado do país viver com o namorado (Noah) ou cumprir a promessa, e uma das regras da sua amizade com Lee, e continuar a estudar com ele na faculdade que as suas mães se conheceram.

Este filme destaca (ainda mais que os anteriores) o cansaço físico e emocional de Elle, para tentar chegar a todo o lado. Porque nos primeiros tinha apenas de gerir o seu tempo entre Lee e Noah, mas neste ela parecia uma barata tonta! Entre ajustar os seus horários para estar com o namorado, cumprir uma lista de coisas a fazer com o melhor amigo, trabalhar, cuidar do irmão, conhecer a madrasta, tentar divertir-se no seu último verão antes da faculdade, ajudar a mãe de Lee e Noah a vender a casa da praia, e ainda ter de lidar com a constante presença de Marco, Elle fica sem tempo e espaço para conseguir ser ela própria. E, acima de tudo, seguir o seu coração. E parar de correr atrás de tudo e todos. E isso, mesmo que confuso em algumas partes do filme, ajuda-nos a perceber da melhor maneira como está a cabeça de Elle. Acreditem quando vos digo que o filme, por vezes, chega a ser sufocante para nós. Então imaginem para ela…

O último capítulo da história foge do previsível e ousa dar-nos o final mais real e maduro que podíamos ter. Mesmo estando a ser duramente criticado, eu não desgosto do facto da personagem ter deixado de correr atrás de tudo, para tentar ser feliz do seu próprio jeito. Para além de reservar emoção, a cena final vai despertar a imaginação de todos os fãs da saga. Mesmo deixando de lado o seu nome, e as suas origens, ainda temos tempo para um breve vislumbre de relance da barraca que começou tudo isto. E, no fundo, até preferi que fosse assim, do que ser “enfiada” no filme de forma abrupta e repetitiva, como no segundo.

O filme é o mais ousado e corajoso da trilogia, ao sair dos moldes típicos de um romance juvenil. Mas depois falha na construção da história, com demasiadas reviravoltas que nos deixam um pouco perdidos. Ainda assim a maior falha do filme é ter-se esquecido do seu nome e das suas origens. Mas, surpreendentemente, acerta no final. Mesmo com tantas críticas negativas, o fim não apresenta um típico final feliz, mas sim um final real. E essa ousadia é positiva…


The Kissing Booth 3
A Banca dos Beijos 3

ANO: 2021

PAÍS: EUA, Reino Unido

DURAÇÃO: 112 min.

REALIZAÇÃO: Vince Marcello

ELENCO: Joey King, Joel Courtney, Jacob Elordi

+INFO: IMDb

The Kissing Booth 3

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