Revisualizando: “Train to Busan” continuará a ser o melhor filme de zombies por uns anos…

Filmes de zombies não são novidade nenhuma. Existem vários filmes, séries e universos que exploram este subgénero. E o mais engraçado, o mais cativante neste tipo de filmes é o facto de não existirem regras para zombies. Existem universos onde são rápidos, universos onde são lentos, etc. E é aí que começa a magia. Os zombies serão sempre a visão do realizador. E hoje decidi trazer aquele que, para mim, é o melhor filme de zombies. Não vi todos. Mas já vi muitos. E até hoje, este é o melhor. Para mim.

“Train To Busan” acompanha um grupo de passageiros aterrorizados que lutam contra um vírus que se espalhou pelo país. Enquanto estão presos numa viagem, repleta de suspeitas e de sangue, até Busan, uma cidade que conseguiu evitar a invasão zombies. Pelo menos é isso que os passageiros acham…

Os personagens principais deste tipo de filmes, queiram ou não, são os próprios zombies. E as perguntas que todos fazem ao ver filmes destes são: Qual é a diferença destes zombies? Como surgiu o vírus? Existe cura? Como se transmite a infecção? E neste filme os zombies são perfeitos. São eles os principais responsáveis pela intensidade máxima, a tensão extrema e o nível de entretenimento altíssimo!

Mas não podemos deixar de destacar os “personagens secundários”: os humanos. Normalmente estes filmes criam vários personagens “descartáveis” e um ou outro que nos faça criar empatia. Mas “Train to Busan” não. Todos os humanos são personagens bem construídas e bem estruturadas que geram empatia em qualquer espectador. Todas têm um arco bonito e convincente. E temos, dentro deles, o melhor e o pior da nossa sociedade: Seja um homem egoísta que acha que é mais importante que os outros pela sua classe social, ou um futuro pai que protege a filha de outro personagem na sua ausência. A história é emocionalmente devastadora, e coloca os personagens principais em várias situações que requerem escolhas difíceis. Diálogos rigorosamente bem escritos, repletos de suspense, capazes de deixarem tantas lágrimas no canto do olho do espectador quanto um drama ou um filme de cães!

O filme tem cerca de 2h que passam a voar. Um primeiro acto que constrói as bases do apocalipse com vários pormenores subtis. Um segundo acto que ocupa a maior parte do filme. Onde tudo acontece. Sequências de acção de tirar o fôlego. Momentos emocionalmente poderosos. E um acto final que me deixou completamente abismado. O filme é absolutamente perfeito. E, sem que me querer alongar muito, vou dizer é absolutamente perfeito. E, sem que me querer alongar muito, vou dizer muito resumidamente tudo aquilo que torna este filme perfeito:

Uma história desoladora com personagens bem desenvolvidos; uma crítica social muito forte (ainda mais nos dias de hoje, que estamos a recuperar de uma pandemia); cenas de acção com máxima intensidade; um trabalho de câmara fenomenal; uma edição perfeita; banda sonora arrepiante; uma equipa de figurinos fantástica; maquilhagem extraordinária; e um comprometimento único de cada um dos actores.

Bem, ficamos por aqui. Apesar de ter muito mais a dizer sobre este filme. Para quem desistiu de ler o artigo por estar a falar de um filme estrangeiro, tenho pena de vocês. A sério. Para mim, existem as mesmas barreiras multiculturais na arte que existe na minha vida: nenhuma. Posso ver um filme, seja de que país for, desde que tenha legendas. Dobrados, não. Mas desde que sejam legendados, vejo qualquer um.

Previous ArticleNext Article

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *